Inchaço nas pernas, pés, pálpebras, rosto ou barriga não é só “detalhe estético”. Muitas vezes, é um sinal de que algo no corpo não vai bem – e merece atenção.
A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo explica que a retenção de líquido acontece quando o organismo acumula água nos tecidos, gerando um inchaço incomum, mais visível especialmente em pés, pernas, rosto e região abdominal.
Como identificar a retenção de líquido?
Um jeito simples de perceber é o famoso “teste do dedo”:
- você aperta a região inchada
- se a marca do dedo ficar visível por alguns segundos e a área pressionada ficar mais esbranquiçada, é um sinal de que pode haver retenção de líquidos.
Esse inchaço pode ser leve, quase discreto, ou mais intenso, a ponto de incomodar ao calçar sapatos ou roupas.
Quais são as principais causas?
Segundo a publicação da Prefeitura de São Paulo, diversos fatores do dia a dia podem favorecer a retenção de líquido:
- Consumo frequente de alimentos ultraprocessados e ricos em sódio
(embutidos, enlatados, salgadinhos, fast food, molhos prontos etc.) - Baixo consumo de água ao longo do dia
- Alto consumo de bebidas alcoólicas, que desidratam o organismo
- Alterações hormonais, comuns em fases como TPM, gestação e menopausa
Em outros casos, a retenção de líquidos também pode estar ligada a doenças mais sérias, como:
- insuficiência cardíaca
- problemas renais
- síndrome nefrótica
- hipotireoidismo
- cirrose hepática
Por isso, é muito importante não ignorar o sintoma, principalmente se o inchaço é frequente, piora com o tempo ou vem acompanhado de falta de ar, dor, cansaço extremo ou outros sinais diferentes do seu normal.
O papel da água na prevenção da retenção de líquidos
Pode parecer contraditório, mas é real: beber mais água ajuda a reduzir a retenção de líquido.
Quando você bebe pouca água, o corpo entende que está em situação de carência e tende a segurar mais líquido nos tecidos. Já com uma boa hidratação, o organismo consegue:
- equilibrar melhor os fluidos
- favorecer a circulação
- melhorar o funcionamento dos rins
- eliminar excesso de sódio e toxinas pela urina
Ou seja, água não é vilã do inchaço, é aliada.
Hábitos que ajudam a diminuir o inchaço
Além de aumentar o consumo diário de água, a Secretaria Municipal da Saúde destaca algumas atitudes que fazem diferença:
- Cuidar da alimentação: Priorizar frutas, verduras, legumes, leguminosas e oleaginosas. Alimentos como melancia, melão e abacaxi têm efeito diurético natural e podem ajudar o organismo a eliminar líquidos em excesso.
- Reduzir o excesso de sal e ultraprocessados: Muito sódio puxa água para dentro dos tecidos e favorece o inchaço.
- Evitar exageros com álcool: Bebidas alcoólicas desidratam o corpo e podem piorar a retenção.
- Praticar atividades físicas: O movimento ajuda na circulação sanguínea e linfática, além de estimular o intestino e o equilíbrio geral do organismo.
Quando procurar ajuda médica?
O diagnóstico da retenção de líquido deve ser feito por um profissional de saúde. Em muitos casos, o médico pode pedir exames complementares para investigar as causas do inchaço e descartar ou confirmar doenças associadas.
A orientação da Prefeitura de São Paulo é buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima sempre que:
- o inchaço surge de repente ou é muito intenso
- aparece junto com dor no peito, falta de ar ou mal-estar
- acomete apenas um lado do corpo (como uma perna muito mais inchada que a outra)
- está piorando com o passar dos dias
Hidratação e alimentação equilibrada ajudam, mas não substituem a avaliação médica.
Fonte: Secretaria Municipal da Saúde – Prefeitura de São Paulo
